Os sete erros que impedem as empresas de construírem equipes de alta performance
Especialista afirma que o problema raramente está nas pessoas, mas na forma como as empresas definem metas, acompanham indicadores e desenvolvem suas lideranças.
Toda empresa quer equipes de alta performance e, para isso, investe em tecnologia, contrata talentos, promove treinamentos, estabelece metas cada vez mais ousadas e cobra resultados constantemente. Ainda assim, muitas organizações convivem com baixa produtividade, retrabalho, conflitos internos e dificuldade para executar suas estratégias.
A explicação, segundo Claudio Placa, especialista em Eficiência Operacional, está menos na capacidade técnica das equipes e mais na forma como elas são lideradas. “Existe um erro muito comum nas empresas: acreditar que alta performance depende de pessoas extraordinárias. Na prática, ela depende muito mais de processos claros, liderança consistente e indicadores capazes de orientar o comportamento das equipes”, explica.
Com uma trajetória marcada pela fundação de três provedores de Internet, atuação como CEO, participação em 17 processos de fusões e aquisições e profissionalização de empresas em expansão, Claudio afirma que a maioria das organizações ainda utiliza indicadores apenas como ferramenta de cobrança. “Quando o KPI serve apenas para perguntar por que a meta não foi atingida, ele perde sua principal função. Um bom indicador existe para orientar decisões, eliminar dúvidas e mostrar diariamente o que realmente importa”.
O especialista ainda explica que empresas de alta performance possuem uma característica em comum: nelas, todos sabem exatamente quais são as prioridades do negócio e como seu trabalho contribui para o resultado final. “Os indicadores deixam de ser números em uma planilha e passam a fazer parte da cultura da empresa. Eles orientam prioridades, fortalecem a autonomia das equipes e criam alinhamento entre todas as áreas”, completa.
Para Claudio, um dos maiores problemas das empresas brasileiras é acreditar que mais controle significa mais resultado. “Criar mais reuniões, mais relatórios e mais planilhas não resolve o problema. Se as pessoas não entendem claramente quais são os comportamentos que geram resultado, a empresa apenas aumenta a burocracia”.
A importância da clareza também é reforçada por estudos internacionais. Pesquisas recentes mostram que profissionais que sabem exatamente o que se espera deles apresentam níveis significativamente maiores de engajamento – organizações com excelência operacional e gestão orientada por indicadores conseguem executar estratégias com mais eficiência e produtividade.
Os sete erros que impedem equipes de alta performance
Segundo Claudio Placa, estes são os erros mais frequentes observados em empresas que enfrentam dificuldades para crescer de forma sustentável:
1. Confundir cobrança com gestão
Cobrar resultados é diferente de criar condições para que eles aconteçam. Muitas empresas só olham para os indicadores quando a meta não foi alcançada. Gestão de verdade acontece antes do problema aparecer.
2. Criar indicadores que ninguém entende
KPIs complexos, técnicos ou pouco conectados ao dia a dia acabam perdendo seu propósito. Se o colaborador não consegue explicar quais são seus principais indicadores, dificilmente conseguirá utilizá-los para tomar decisões melhores.
3. Medir quantidade em vez de valor
Nem tudo o que pode ser medido gera resultado para o negócio. O excesso de indicadores cria uma falsa sensação de controle. O importante não é medir mais, mas medir aquilo que realmente influencia a estratégia da empresa.
4. Não conectar indicadores à cultura organizacional
Os KPIs não servem apenas para avaliar desempenho. Eles moldam comportamentos. As pessoas passam a dedicar energia ao que é medido. Por isso, todo indicador transmite uma mensagem sobre aquilo que a empresa realmente valoriza.
5. Dar pouco feedback
Indicadores sem acompanhamento perdem força rapidamente. Alta performance não acontece durante a avaliação anual. Ela é construída em conversas frequentes, ajustes constantes e desenvolvimento contínuo.
6. Centralizar todas as decisões na liderança
Equipes de alta performance não dependem do gestor para cada decisão. Quando as metas são claras e os indicadores fazem sentido, as pessoas ganham autonomia para agir com mais segurança e responsabilidade.
7. Esperar resultados diferentes mantendo os mesmos hábitos
Investir apenas em tecnologia ou treinamento não resolve problemas estruturais. A transformação acontece quando processos, pessoas e indicadores caminham na mesma direção. É a consistência da execução que diferencia empresas comuns das organizações de alta performance.
Indicadores criam cultura
Ainda na avaliação de Claudio, um dos maiores equívocos é enxergar os KPIs apenas como instrumentos de controle. “Todo indicador influencia comportamento. Se a empresa mede apenas velocidade, as pessoas tendem a sacrificar qualidade. Se mede apenas redução de custos, pode comprometer inovação. Os KPIs precisam refletir aquilo que a organização deseja construir no longo prazo”, explica.
Para ele, empresas que conseguem alinhar indicadores, liderança e propósito criam ambientes mais colaborativos, reduzem conflitos e tornam a execução muito mais eficiente. “Alta performance não nasce da pressão. Ela nasce quando cada pessoa entende seu papel, conhece seus indicadores e percebe como suas decisões impactam o resultado coletivo”, finaliza.
Sobre Claudio Placa
Claudio Placa é executivo, empreendedor, palestrante e uma das referências em eficiência operacional aplicada à gestão e ao crescimento empresarial no Setor de Telecomunicações. Ao longo de sua trajetória profissional, liderou processos de transformação que ajudaram empresas a sair de modelos familiares para operações mais estruturadas e orientadas por indicadores, cultura de execução e alta performance.
Fundador de três provedores de Internet, ex-CEO da Aonet Internet e da Azza Telecom, Claudio construiu sua reputação unindo visão estratégica, disciplina operacional e desenvolvimento de lideranças capazes de sustentar resultados de longo prazo. Também participou de 17 processos de fusões e aquisições (M&A), atuando em auditorias de due diligence operacional e avaliações de maturidade organizacional para investidores e empresas em expansão.
Atualmente, integra a liderança da Alcans Telecom, uma das maiores operadoras regionais do Brasil.
Em suas palestras, compartilha aprendizados reais de quem viveu a operação por dentro — da rede ao atendimento, do comercial à cultura organizacional — mostrando como pessoas, processos e indicadores podem transformar empresas comuns em organizações mais eficientes, rentáveis e preparadas para crescer.
Atendimento à Imprensa
Ana Paula Ruiz
anapaularuiz_jornalista@hotmail.com
(11) 98455-7387





